Arquivo de setembro, 2010

Data, Local, Wallpapers e Promo! NP vem aí.

Posted in Bastidores, Divulgação, Ilustrações, Midialogia, Novidades on 30/09/2010 by douglasmct

Então é isso: NECRÓPOLIS está sendo diagramado, aguardando ISBN e terá o valor de $48,90. Muitas livrarias dão desconto, fique de olho.

O lançamento será dia 07 de Novembro deste ano, um domingo, das 15h30 às 18h30, na livraria Martins Fontes, que fica bem localizada na avenida Paulista/SP. Tem uma estação do metrô Brigadeiro bem ao lado. De fácil acesso para quem for de carro, a pé ou ônibus. Agendou? Ok, aguardo por você lá.

Aí me perguntam: “por que o lançamento não será no dia 31/10, Halloween, como o previsto?”. Seria, mas descobrimos ser feriado prolongado no país, onde praticamente todos viajam e as livrarias fecham. Então sem condições. Além do mais, 07/11 é uma semana após o Halloween, o espírito sinistro ainda estará rondando o cenário para o lançamento.

Só para ressaltar: reparou no banner para o site da editora? Também corrigi alguns links, agora eles direcionam em outra aba e não tiram mais o leitor deste blog. Pequenos ajustes, outros serão feitos com o tempo. A ideia é hospedar NECRÓPOLIS na home da Draco futuramente; já estamos vendo isso.

Aguarde para breve, também, ilustrações de personagens do livro aqui nos posts, feitas por Fred Hildebrand, um mangaka nacional de grande talento, que foi desenhista do mangá “Patre Primordium” e será o arte-finalista do meu outro projeto: “Hansel&Gretel”. Vem coisa boa aí.

Bem, para comemorar esse anúncio, vou presenteá-lo com vários brindes legais da série. Começando pelos 6 wallpapers abaixo. Três modelos em duas medidas cada. A ilustração é de Victor Negreiro. Confira, baixe e divulgue:

1) 1440x900 px

2) 1440x900 px

3) 1440x900 px

4) 1024x768 px

5) 1024x768 px

6) 1024x768 px

Gostou? Então deixe seu comentário por aqui. Dependendo do feedback, talvez outros sejam postados futuramente. Planos é o que não faltam para NP.

Que tal usar avatares de personagens do livro em seu Twitter? Abaixo seguem vários: Verne Vipero, Victor Vipero, Karolina Kirsanoff, um gorgoilez, Simas Tales, o Planador Escarlate, Absyrto, um Bárbaro Sulista, Astaroth, um duende, o Guardião do Abismo, Arabella Orr e Ícaro Zíngaro, alguns tem mais de uma versão. Todos desenhados em 2008 por Leo Conceição (os Astaroth´s foram feitos por Ulisses Perez).

avatar: Victor Vipero 1

avatar: Verne Vipero 1

avatar: Verne Vipero 2

avatar: Simas Tales 1

avatar: Karolina Kirsanoff 1

avatar: Ícaro Zíngaro 1

avatar: Ícaro Zíngaro 2

avatar: Absyrto 1

avatar: Duende 1

avatar: Arabella Orr 1

avatar: Planador Escarlate 1

avatar: Gorgoilez 1

avatar: Astaroth 1

avatar: Astaroth 2

avatar: Bárbaro Sulista 1

avatar: Guardião do Abismo 1

E mais: hoje, 30 de setembro, começa a Promo do Outro Mundo! Funciona da seguinte maneira: digite a mensagem abaixo no Twitter:

Use um avatar de #Necropolis da @editoradraco durante todo o mês de outubro e concorra ao LIVRO http://kingo.to/hIp

A regra é simples: para participar você tem de me seguir no Twitter:  http://twitter.com/DouglasMCT e também a Editora Draco:  http://twitter.com/editoradraco — e usar qualquer um dos avatares acima durante todo o mês de outubro. Farei o sorteio pelo Sorteie.me dia 31/10, Halloween, uma semana antes do lançamento. O resultado será dado aqui no blog, onde solicitarei os dados do vencedor — que receberá um exemplar de NECRÓPOLIS em casa, autografado e com dedicatória. Talvez mais uma surpresinha, mas essa ainda não posso garantir. Detalhe: namorada, parentes e pessoas ligadas de forma editorial ao livro não podem concorrer.

Não tem problema se outro usuário postar avatar igual — o que provavelmente vai acontecer, mesmo com outras opções de avatares. O que importa é você usá-lo e dar RT para concorrer. Boa sorte!

Aliás, nesse mês de outubro, farei um “Especial Necrópolis”, com fichas de personagens, explicação do universo, processo criativo, e vou dar continuidade a ele mesmo após o lançamento. Notícias extras também serão intercaladas no blog, conforme a necessidade. Fique de olho, divulgue, apóie. Eu agradeço.

Abraços!

INSIGHT #002: O Prestígio de Nolan

Posted in Bastidores, Insight, Mercado Editorial, Novidades, Vídeos on 16/09/2010 by douglasmct

Você está vendo atenciosamente?
Todos os truques de mágica consistem em três atos.

O 1º é “o sinal”: o mágico te mostra algo comum. Um maço de cartas, um pássaro ou um homem. Talvez te pedirá para examiná-lo, para provar que é real, inalterável. Mas, claro, provavelmente não é isso.

O 2º ato é “a chance”: o mágico pega a coisa comum e faz disso algo extraordinário. Agora você está procurando pelo segredo, mas não encontrará, porque, claro, não está realmente procurando. Você realmente não quer saber. Precisa ser… enganado.

Mas você ainda não aplaudiu, porque fazer algo desaparecer não é o suficiente. O mágico tem que trazê-lo de volta. Por isso que todo truque de mágica tem o 3º ato. A parte mais difícil, chamada de “o prestígio”.

Christopher Nolan: Mestre da sétima arte.


O diretor Christopher Nolan ficou famoso pelo ótimo Batman Begins e pelo quebra-paradigmas The Dark Knight. Um cara que explicou o motivo dos chifrinhos do Batman merece o meu respeito.
Mas não somente, Nolan fez escola. Dando verossimilhança nos roteiros do Homem-Morcego, ele abriu portas para a Fantasia possível do novo 007 com Daniel Craig, a franquia Iron Man, o repaginado Sherlock Holmes, entre outros. Volto nisso daqui a pouco.

Guy Pearce não se lembra.


Primeiro vá, assista Memento e repare como Nolan constrói a narrativa não-linear, depois volte ao post. Esse filme de trás-pra-frente o colocou em posição de respeito em Hollywood. Assim como o protagonista, o espectador também tem amnésia durante a sessão. Esquece de fatos antes mostrados, lances importantes e é inevitavelmente surpreendido no final (ou seria começo?).
O mesmo efeito de plot é proposto em Insomnia. Al Pacino passa a história toda com muito, muito sono. Quem assiste também; lembro de ter bocejado umas 5 vezes e pescado umas três. Isso não é negativo, mas um efeito de que a proposta da trama aplicada a construção do filme funciona. Nolan realiza isso em todas suas obras, com sucesso.

Por que Bill está na frente do tira na primeira cena saberemos só no final.


Filmado em preto em preto e branco, com câmera 16mm na mão e muitas locações externas nas ruas de Londres, Following combina em sua aparência e narrativa um tributo tanto à nouvelle vague francesa quanto ao policial noir americano, referências recorrentes nos cineastas novatos. Percebe-se aqui um grande exercício – ou rascunho de uma futura marca autoral – para o que se veria nas realizações futuras do diretor. A narrativa não-linear se passa em (pelo menos) três tempos diferentes, com saltos temporais marcados pelas abruptas mudanças no visual do personagem Bill entre uma cena e outra. Uma ação aparentemete sem nexo aqui é justificada ali adiante. Os bem utilizados truques de montagem, a eficiente trilha incidental e o empenhado elenco fazem parecer intrincada uma trama policial que na verdade é bastante simples e seguidora das convenções do gênero. Following, pode-se dizer, foi o primeiro grande truque de Nolan.

Camadas de sonhos e de interpretação.


O recém-lançado Inception mantém a escola do diretor, acrescentando camadas de interpretação e narrativa em sua escola. Ele conseguiu tornar um clímax de 45 minutos atraente, instigante. O final é entregue no começo. Não importa como acaba, mas como se desenvolve o enredo. É sempre assim. O Cobb aqui, inclusive, tem o mesmo nome da primeira incursão de Nolan, Following. Ambos ladrões, mas enquanto o primeiro implanta o outro retira. Não desconfio que o filme de 98 tenha sido um protótipo para Inception. A grande questão deste novo blockbuster (entre várias outras camadas) é a dificuldade de incutir a ideia na mente de outro. Mas não é justamente isso que o marketing e a mídia faz com a massa o tempo todo? É. O que o diretor faz aqui é plantar um princípio de boa narrativa, que vem renovando o Cinema e dando frescor em seus seguidores conceituais, dentro ou fora da sétima arte (como eu, na literatura).

Você está olhando, mas não quer ver.


A obra-prima de Nolan se deu com The Prestige. Um dos filmes mais ricamente roteirizados da década, onde a adaptação supera o original de Christopher Priest (amigos que leram afirmaram isso, ainda não tive acesso ao livro). A magia é a própria película. De tudo que realizou, foi com este trabalho que o diretor conseguiu expressar seu método perfeito: o grande truque é a chave da trama que move toda a história. Mas também é o filme em si, está ali, na construção narrativa, na edição e direção. O mágico Nolan lhe mostra um homem, um pássaro, sendo que há outro, um substituto, um gêmeo, um duplo; ele te leva para um lado, mas o enredo se dirige para o outro. Está aí o prestígio, o maior de todos. Uma aula de como contar uma trama foda.

Risadas mórbidas. Não é pra qualquer um.


NECRÓPOLIS teve várias influências durante sua reescrita em 2007, mais na forma do que no conteúdo (já estabelecido no rascunho de 2005). Nolan foi responsável em boa parte desse processo. Ele é um excelente contador de histórias, sabe conduzir uma narrativa como poucos e seus filmes provam isso, renovando conceitos e reciclando gêneros, dando uma baforada de novidade. Batman Begins mostrou o caminho de como iniciar uma jornada do herói quebrando paradigmas, sombria e sóbria. É verossímel. Dentro de um universo realista, mostra a possibilidade mesmo vindo da Fantasia, sem utilizar de explicações pseudo-científicas ou enfadonhas, bastando a coerência e o bom senso. Dá para explicar a Fantasia com a Realidade? Talvez, mas é certo que dê para explicar a Realidade com a Fantasia, e é isso que o diretor faz. E foi por esse caminho que segui no Livro Um de NECRÓPOLIS. A jornada de Verne em busca da alma do irmão pelo Mundo dos Mortos. Um cético que tem os olhos abertos para essa sinistra existência. Um leque de más opções. A minha busca, como autor, é de tentar fazer o leitor imergir na história, junto do protagonista, participando de suas desventuras, sentido seu medo e aflição, descobrindo que nem tudo é o que parece e que a confiança é uma utopia. A jornada do personagem é dele, mas também minha, e sua. De todos nós.

NECRÓPOLIS: A Fronteira das Almas (da Editora Draco) é o primeiro livro de uma série de dark-fantasy (logo faço um Insight #3 sobre o subgênero) e será lançado entre outubro e novembro, revelando ao mundo minha obra, meu estilo, meus erros e acertos, tal qual Following de Chris Nolan. Será esse livro que dará o tom dos próximos, natural e inevitavelmente uma evolução deste. E como o diretor, indico um caminho, mas levo o leitor para outro. Mostro algo que parece ser, mas não é. Ou ao menos tento.
Ele se foca nos personagens em seus plots, não no cenário. Todo o resto orbita o protagonista, acrescenta na trama e complementa no desenvolvimento da história. O mundo, o universo, passa a integrar o todo, de forma crível, mesmo em Fantasia. Puxa o espectador/leitor para o enredo pela proximidade com o real, e depois o faz mergulhar no quimérico, e deixá-lo viajar em paz, curtindo cada pedaço da obra. Já me identificava com isso por egrégora e apliquei em minha saga. Celebrei o aprendizado, o que assimilei todos esses anos e fiz do meu jeito. Como Verne, quero que o leitor questione a realidade e acredite na Fantasia.

Falar mais é spoiler, só lendo para entender, compreender e assimilar. A verdade é que este post foi uma homenagem ao homem que considero um Mestre em narrativa linear ou não-linear; desviei um foco para lhe dar outro: NECRÓPOLIS. As Desventuras da Vida e da Morte.

Isso é um truque. Você não está olhando onde deveria.


Agora me diga: você acha mesmo que o pião rodar ou não ao fim de Inception dizia algo? Roupa de crianças ou camadas de mundos oníricos?
Reparou no sogro na França que aparece em Nova York horas depois? Reparou na facilidade para se comprar uma companhia aérea em pouco tempo?
O tempo é fluído. Você está olhando para outro lado ou simplesmente não quer enxergar. Não existe o real, Nolan quis dizer, só a Fantasia.

Tudo não passa de um sonho.

Um evento fantástico!

Posted in Divulgação, Entrevistas, Livros, Mercado Editorial, Novidades, Vídeos on 03/09/2010 by douglasmct

IV Fantasticon: um sucesso

No último fim de semana rolou o IV Fantasticon, voltado para quem curte ou quer conhecer um pouco mais da literatura fantástica nacional.
Por dois posts falei um pouco do evento e com este eu fecho o ciclo.

Estive presente no sábado e domingo,  revi colegas e conheci outros pessoalmente. Além do contato com blogueiros parceiros e leitores que vinham caçar um autógrafo no Anno Domini, Território V e principalmente no lançamento de Imaginários 3, da Editora Draco (que esgotou no primeiro dia). Confesso que foi a melhor edição do Fantasticon em 4 anos e tudo tende a melhorar nos anos seguintes. O organizador Silvio Alexandre e toda equipe estão de parabéns.

Na banca da Moonshadows você tinha dezenas de bons títulos nacionais a disposição

Editor, autores, as blogueiras do Psychobooks e o pessoal da revista Fantástica

Ótimos bate-papos e palestras entre autores, workshops, além de um instigante teaser de “O Turno da Noite”, do best-seller nacional André Vianco. A banca da Moonshadows (sempre excelente no atendimento e nos descontos) foi a prova máxima de que a literatura fantástica nacional está emparelhada com a gringa, apresentando bons títulos, além de vários lançamentos (o triplo da Bienal, é bom frisar). O evento também teve um público bem amplo, do sul, Minas, Rio, que lotou sacolas com livros, saindo com um sorriso estampado no rosto, de felicidade e satisfação. Pois foi isso que o Fantasticon representou esse ano, mais forte do que antes: a união entre autores, leitores e blogueiros.

André Vianco e eu. O cara é um orgulho nacional.

Lidia Zuin, eu e Eduardo Spohr - alguns dos autores de Imaginários 3

Ana Carol, Dri (com sua alegria contagiante), Michelle (da Moonshadows) e eu

Aquisições no evento: só títulos nacionais

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE

Como você já tinha visto aqui, fui um dos convidados para o bate-papo de domingo, para falar sobre a literatura fantástica nacional. O teaser que bolei, inclusive, virou piada interna no evento, brincando com o tema do Quarteto Fantástico em quem seria, perigosamente, a Mulher Invisível? Bacana como o Eric Novello se mostrou um ótimo apresentador de talk-show, ao revelar sua performance na mesa, com uma desenvoltura que tirava gargalhadas da platéia. Confira um trechinho:

Eric talk-show

Encarando o microfone. Tensão.

E nossa, que platéia. O espaço estava lotado! Era quase assustador para um palestrante de primeira viagem. Nenhum começo é fácil. A primeira vez é tensa, mas depois melhora. Segundo alguns, eu estava bem nervoso no início e depois fui me soltando aos poucos. Coletei alguns depoimentos pelo twitter:

Ao menos serviu para perder o cabaço. A próxima será mais fácil. (Antonio Luiz, editor da CartaCapital, crítico e escritor)

Durante a mesa, o @DouglasMCT ameaçou desmaiar pelo menos umas 3 vezes. Fato! (Rober Pinheiro, companheiro de Imaginários 3)

Ah, você foi parando de encarar a mesa e passou a encarar a fera. Foi demais! As respostas ficaram mais longas. Eu fiquei super feliz quando você citou Hellboy. AMO Hellboy, é dark fantasy pura! (Tatiana Breves, leitora ferrenha de Fantasia e… dark-fantasy)

E fiquei realmente feliz com esse comentário de Edgard Refinetti, crítico de livros fantásticos no twitter:

A melhor definição que já ouvi de fantasia, de @DouglasMCT: “Fantasia é ficção sem fronteiras.”

Platéia lotada no bate-papo comigo e outros autores

O papo fluiu legal na mesa

O pessoal da mesa: Walter Tierno, eu, Eric Novello e Raphael Draccon

Não esquecendo da desenvoltura do Walter Tierno e dos depoimentos emocionados do Rapha Draccon no bate-papo. Enfim, só posso agradecer a todos que compareceram, prestigiaram, fizeram perguntas e trocaram uma ideia comigo antes ou pós-mesa. Apesar do nervosismo, foi um orgulho e uma grande emoção ter participado do Fantasticon. Logo vão disponibilizar os áudios das mesas e então atualizarei aqui para que você possa ouvir o que rolou nesse bate-papo. Enquanto isso, comunico que a Etapa Final 1 de copidesque de NECRÓPOLIS foi finalizada ontem. A Etapa Final 2 (ou Final Final) está acontecendo nesse momento, enquanto realizo outros trabalhos neste meio. Também estou preparando algumas surpresinhas para outubro e espero conseguir mostrar a maioria delas a tempo.

Devoradores de livros

O fandom e o olhar maligno

Para fechar, o Adriano Siqueira (escritor, colecionador, blogueiro), gravou várias entrevistas com outros autores no evento, que podem ser assistidos em seu canal. Eu também não escapei e falei rapidamente sobre NECRÓPOLIS no vídeo abaixo:

Indico aqui outros colegas que comentaram sobre o evento e vale conferir: Eric NovelloLeitura EscritaUniverso InsôniaWalter TiernoNínive LeikisAprendiz de EscritorGrinmelken, Livros em Série, Psychobooks entre outros. Peço que leia cada post, que vejo complementar ao outro. Também há mais fotos pra conferir aquiaqui e aqui. No meu álbum do Orkut (que é destravado, todos podem acessar) coloquei mais fotos também, e mais um bocado em meu Twitpic.

Para a semana que vem tem um post prometido faz tempo e talvez um extra. Aguarde.

Até!